Uma Chave Que Abre Muitas Portas

Data: 22 Feb 2010 Comentários: 19 até agora

Cada pessoa possui um instrumento muito particular para lidar com os desafios. Descubra se o seu senso de orientação é Interno ou Externo, pois tomar consciência da maneira como pensa e como reage diante dos desafios da vida poderá ajudá-lo a se conhecer melhor e abrir novos caminhos para o seu negócio.

Aonde reside o seu Senso de Orientação?

Você alguma vez realizou algo e ao terminar achou que estava muito bom?

Acredito que sim, pois todos nós já tivemos esta experiência, não é verdade?

Agora eu quero que você se lembre de como ficou orgulhoso de si mesmo. Lembrou?

Pois bem…

Agora eu quero que se lembre do momento em que foi correndo mostrar o seu trabalho para um amigo, esposa, marido, ou alguma pessoa muito querida.

É claro que já passou pela experiência de ter o seu trabalho elogiado e que ficou muito feliz com isso, não é verdade?

Mas aposto que também já teve a experiência de perceber que a pessoa não gostou tanto do seu trabalho quanto você gostaria e que além disso fez algumas críticas não muito construtivas ou mesmo demonstrou alguma indiferença.

Responda sinceramente: como você se sentiu de fato?

Continuou achando que o seu trabalho estava excelente ou já começou a duvidar do resultado da sua obra? Pense bem …

A sua resposta lhe dará uma pista sobre uma característica psicológica que talvez você mesmo desconheça.

De acordo com o tipo de resposta que damos a determinados desafios que se apresentam ao longo de nossas vidas, podemos determinar quais os critérios que normalmente usamos para lidar com eles.

O problema é que normalmente estas respostas são automáticas e não são detectadas a nível consciente.

São muitos critérios e em geral eles estão muito bem escondidos da nossa percepção comum.

Neste artigo eu vou procurar trazer à luz um dos critérios mais importantes que fazem parte da constituição humana e que constituem o nosso mapa psicológico.

Preste bastante atenção, pois este tema é muito simples, mas também é muito sutil.

Vamos analisar agora o Senso ou sentido de orientação.


Senso de orientação Externo

Se você ficou meio “balançado” com a opinião de uma outra pessoa em relação a uma idéia  ou a um trabalho seu, é bem possível que o seu senso de orientação seja EXTERNO, ou seja, você normalmente precisa da aprovação de outras pessoas para concluir que o seu trabalho é realmente bom.

Isto quer dizer que você precisa de uma platéia que aprove as suas ações !

Talvez você ainda não seja capaz de avaliar as suas idéias ao ponto de acreditar realmente nelas.

É absolutamente normal quando nós procuramos a aprovação de outras pessoas, mas isto deveria ter um determinado grau de intensidade, pois do contrário ficaremos reféns das opiniões alheias.

Pense um pouco…

Quem poderia garantir que as suas idéias estariam sendo apreciadas pelas pessoas certas?

Só porque você gosta delas, não significa que elas tenham a obrigação de concordar com você em tudo e muito menos de alcançar alguns conceitos mais profundos que estão localizados na sua mente.
Independente daquilo que você deseja, o que faz com que você permaneça firme em seu propósito?

Senso de Orientação Interno

Existem pessoas, ao contrário, que não estão nem aí para a opinião dos outros e levam adiante aquilo que acreditam ser importante.

Você é uma delas?

Se a resposta for sim, aconselho-o a tomar muito cuidado, pois da mesma forma que é nocivo buscar a aprovação de 100% de todos (o que é impossível!) também é muito prejudicial ignorar totalmente as opiniões alheias.

Mais uma vez estamos diante de uma situação na qual deveríamos agir com equilíbrio e maturidade.

Tem gente que conclui uma obra e acha que ela é o máximo. E mesmo que durante muito tempo uma quantidade expressiva de pessoas de diferentes níveis de conhecimento e formação digam que ele deveria fazer algum tipo de modificação ou mesmo abandonar a idéia, ele “bate o pé” e não abandona a sua posição.

O mesmo acontece quando a maioria das pessoas acham que o trabalho está excelente, mas ele acha que não está.

Continua a não ouvir as pessoas ao seu redor e vai modificando o trabalho até que ele mesmo ache que está bom.

Como se orientar então?

Talvez este tipo de comportamento não tenha muito a ver com o trabalho em si, mas com o posicionamento de cada um em relação ao mundo que o rodeia.

A vida nos ensina que o equilíbrio quase nunca está nas extremidades e sim no meio.
Vamos recorrer a um exemplo do nosso dia a dia para que possamos refletir melhor sobre esta questão, já que é muito perigoso falar sobre verdades absolutas.

Na realidade isto é muito complexo e muito sutil, pois se afirmarmos que Tudo é relativo, aonde se encaixaria a própria afirmação “Tudo é relativo”.

Ela não é uma afirmação absoluta?

Tomemos cuidado e sejamos mais flexíveis então.

Mas vamos ao nosso exemplo.

Suponha que você queira investir na construção de uma loja de roupas.

É claro que você possui um determinado tipo de gosto em relação a roupas que se diferencia das preferências de outras pessoas, não é verdade?

Imaginemos que você seja aquele tipo de pessoa que possui um senso de orientação interno muito forte e que apenas encomende roupas com o estilo de sua preferência para vender na loja.

O que acha que acontecerá?

É evidente que você restringirá muito o seu potencial de vendas, pois ficará contando apenas com as pessoas que se identificam com o seu estilo.

Eu particularmente acredito que isto não seja muito produtivo.

A situação oposta também é uma realidade.

Se você for aquele tipo de pessoa que possui um senso de orientação externo muito forte, é muito provável que fique dias em uma indecisão paralisante definindo que tipo de roupas colocará à venda para agradar a todos.

A indecisão pode se tornar um inimigo implacável para o seu sucesso em qualquer empreendimento.


Uma Solução Empresarial

As grandes empresas resolveram este tipo de problema com uma solução simples e que eu acredito que nós deveríamos analisar com muito carinho.

Eu conheço muita gente que inicia algum tipo de empreendimento sem fazer qualquer tipo de análise séria de mercado.

Se fizermos uma analogia com o que eu disse no início deste artigo, perceberemos que analisar o mercado é simplesmente ouvir o maior número possível de pessoas dos mais diferentes níveis de formação intelectual e sócio-cultural.

Deixar o egocentrismo (que é diferente de egoísmo) de lado é vital para uma interação com o mercado e para alcançar os seus objetivos.

Negociar consigo mesmo é uma arte para ser colocada em prática por toda a vida.

Quando fazemos isto, descobriremos as preferências de um mundo cada vez maior e poderemos ajustar as nossas estratégias, procedendo com objetividade.

Temos que entender que o nosso “eu” sempre faz parte de um grupo pequeno, por maior que possa parecer.

Falando em termos pessoais: Acredite primeiramente nas suas idéias e colha as impressões do maior número de pessoas possível, saia da esfera do seu ciclo pessoal e encare o mundo.

Mas seja flexível !

Falando em termos empresariais: Acredite primeiramente nas suas idéias e analise o seu mercado.

Analisar um mercado é diferente de definir um mercado para poder atuar.

Daqui em diante, procure prestar mais atenção em como você reage às opiniões. Tenho certeza de que, se você trouxer para a consciência este critério, irá se beneficiar muito.

Nos próximos artigos eu vou falar um pouco sobre como analisar um mercado voltado para a internet dentro das <Redes Sociais>, pois acredito que ali seja o melhor lugar para se começar.

Leia também um outro artigo que escrevi e que fala sobre como <definir o seu Mercado>.

Até o próximo artigo

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  1. 19 Comentários para “Uma Chave Que Abre Muitas Portas”

    1. Valdeir says:

      Excelente artigo.

      Consegui me identificar em algumas situações. Mas, no meu caso, sou exigente comigo mesmo. Muitas vezes, alguém que é muito sincero comigo me diz que meu trabalho está ótimo. No entanto, se eu não achar que está, entro em “paranóia”.

      Abraços.

    2. Fernando Lessa,,
      Muito bom artigo essa chave abriu portas para eu começar meu blog (muita gente achou bacana e eu também).
      Daqui á 3 anos quando eu fizer vestibular, meu curso vai ser em uma área parecida.
      Seu comentário já foi respondido no meu blog confira!

    3. robson says:

      Puxa vida! Excelente artigo!

      Eu costumo sempre ouvir as opiniões alheias, mas não a fim de melhorar meu trabalho. Acho que sou meio externo.

      Parabéns! Ótimo conteúdo!

    4. Bom saber que meu post foi útil, Fernando.

      Outra vantagem do seu comentário foi saber do seu Blog. Muito interessante!

      Abs.

    5. Maria says:

      Ola Fernando!
      Acho que estou no equilibrio, eu nao preciso muito da opinião dos ooutros para concluir ou fazer algo,claro que é sempre bom voce escutar outras opiniões para ter uma visão macro, nao me deixo influenciar não, mas sou um pouco flexivel.
      Bjs

    6. Fernando Lessa says:

      Olá Maria
      Obrigado pelo comentário.
      Eu achei este critério excelente para uma auto avaliação rsrs
      Pelo menos para mim foi muito proveitoso.
      Agradeço também a sua inscrição na comunidade do Blog.
      Valeu

    7. Social comments and analytics for this post…

      This post was mentioned on Twitter by FernandoLessaRJ: Uma Chave Que Abre Muitas Portas – http://tr.im/Pl3o...

    8. Amy says:

      Excelente artigo.

      Consegui me identificar em algumas situações. Mas, no meu caso, sou exigente comigo mesmo. Muitas vezes, alguém que é muito sincero comigo me diz que meu trabalho está ótimo. No entanto, se eu não achar que está, entro em “paranóia”.

      Abraços.

    9. Rick says:

      Fernando Lessa,,
      Muito bom artigo essa chave abriu portas para eu começar meu blog (muita gente achou bacana e eu também).
      Daqui á 3 anos quando eu fizer vestibular, meu curso vai ser em uma área parecida.
      Seu comentário já foi respondido no meu blog confira!

    10. Robin says:

      Excelente artigo.

      Consegui me identificar em algumas situações. Mas, no meu caso, sou exigente comigo mesmo. Muitas vezes, alguém que é muito sincero comigo me diz que meu trabalho está ótimo. No entanto, se eu não achar que está, entro em “paranóia”.

      Abraços.

    11. Steve says:

      Bom saber que meu post foi útil, Fernando.

      Outra vantagem do seu comentário foi saber do seu Blog. Muito interessante!

      Abs.

    12. Dave says:

      Excelente artigo.

      Consegui me identificar em algumas situações. Mas, no meu caso, sou exigente comigo mesmo. Muitas vezes, alguém que é muito sincero comigo me diz que meu trabalho está ótimo. No entanto, se eu não achar que está, entro em “paranóia”.

      Abraços.

    13. Anthony says:

      Excelente artigo.

      Consegui me identificar em algumas situações. Mas, no meu caso, sou exigente comigo mesmo. Muitas vezes, alguém que é muito sincero comigo me diz que meu trabalho está ótimo. No entanto, se eu não achar que está, entro em “paranóia”.

      Abraços.

    14. Alan says:

      Excelente artigo.

      Consegui me identificar em algumas situações. Mas, no meu caso, sou exigente comigo mesmo. Muitas vezes, alguém que é muito sincero comigo me diz que meu trabalho está ótimo. No entanto, se eu não achar que está, entro em “paranóia”.

      Abraços.

    15. Joseph says:

      Ola Fernando!
      Acho que estou no equilibrio, eu nao preciso muito da opinião dos ooutros para concluir ou fazer algo,claro que é sempre bom voce escutar outras opiniões para ter uma visão macro, nao me deixo influenciar não, mas sou um pouco flexivel.
      Bjs

    16. Super interesting writing! Really..

    17. Helo Elisabeth,
      Thanks for you comment.
      Hugs

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