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“Cloud Computing” ou “Computação em Nuvem” é um termo que você talvez ainda nem tenha ouvido falar, mas uma coisa é certa: será o futuro da internet e, com toda a certeza, você já é um usuário.


O que é Computação em Nuvem?


Antes de responder a esta pergunta, vamos tentar responder à pergunta feita pelo Sr. Cesar Taurion – Gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM:


“Você quer ter uma máquina de lavar ou quer ter a roupa lavada?”


Esta pergunta resume de forma brilhante este conceito, e foi colocada em uma reportagem feita pela “Globo News – Espaço aberto Ciência e Tecnologia” em 11/09/2009 sobre o tema.


Definindo de maneira bem simples: computação em nuvem é um conceito segundo o qual o usuário passa a armazenar os seus arquivos, aplicativos (programas) e todo o tipo de conteúdo em servidores de terceiros, ou seja, fora do seu próprio computador.


Qual é a vantagem?


A vantagem é que desse modo ele poderá acessar o seu desktop (sua área de trabalho) de qualquer lugar do planeta através de qualquer computador, celular, Tv, Smartphone, ou outro dispositivo que esteja conectado à Internet.


Você não precisará mais ficar andando com o seu laptop, nem com o pen drive, pra lá e pra cá, pois todas as suas informações estarão armazenadas na rede e não mais na sua máquina.


Você já é um usuário de “cloud computing” e talvez nem tenha consciência disso.


Quando você acessa os seus e-mails, seja do Gmail, do Yahoo, Msn ou outro qualquer, já está aplicando este conceito, uma vez que estes dados não estão armazenados dentro do seu PC . Além disso, você também pode acessá-los de qualquer dispositivo que esteja conectado à rede.


O mesmo acontece quando enviamos vídeos para o Youtube ou para o Videolog, ou ainda quando disponibilizamos fotos em sites de imagens como o Picasa.


Quando interagimos em Redes Sociais como o Orkut, Facebook, Twitter e fazemos um upload de vídeos, de fotos ou qualquer outro tipo de arquivo, ou ainda quando fornecemos a URL (endereço eletrônico) de algum artigo, estamos novamente praticando Computação em Nuvem, pois podemos acessar estas informações a qualquer momento e de qualquer lugar.


Estas informações não estão mais armazenadas no seu computador, elas estão armazenadas na Nuvem.



Para aqueles que ainda não estão familiarizados com o conceito, o  Google Docs é um dos exemplos mais tangíveis, pois o usuário pode criar e editar qualquer documento de texto, planilhas e slides num ambiente “on line”, sem precisar ter instalado no seu computador programas como o Word ou Open Office, Excel ou Power Point.


Ele simplesmente utiliza o editor de texto, de planilha e de slide do próprio Google.


“Intra Nuvem”


Muitas empresas possuem um servidor próprio e distribuem diversos terminais para que os seus colaboradores possam acessar as informações e aplicativos simultaneamente e trabalharem em conjunto.


Mas note que este servidor ainda pertence à empresa em questão e é ela a única responsável pela manutenção, desenvolvimento e segurança de seus sistemas.


A isto chamamos de Intranet, pois o serviço fica restrito à utilização de uma só empresa e os dados não poderão ser acessados a partir de outro computador que não esteja conectado a este terminal interno.


Esta prática já é antiga no mundo corporativo e, ainda sim, não deixa de ser uma Nuvem, só que é uma nuvem interna.



Mas a nova proposta que surge é disponibilizar estas mesmas informações via Internet, “alugando” um determinado espaço em servidores de terceiros e disponibilizando o acesso das pessoas autorizadas a partir de uma senha.


As inúmeras Vantagens da Computação em Nuvem


Pense nos custos de ter que comprar vários programas diferentes para executar diversas funções e ainda ter que adquirir, ano após ano,  as versões mais recentes .


Pense também no custo de manutenção dos servidores de uma empresa e dos investimentos que serão feitos em novos equipamentos para aumentar a capacidade de gerenciamento de dados todas as vezes que a empresa crescer.


“Novos equipamentos terão que ser adquiridos para atender à demanda do gerenciamento de informações à medida que a empresa cresce”.


Além disso, existem algumas situações específicas aonde grandes investimentos são necessários, mas que, no final das contas, a utilização efetiva dos recursos se restringe a uma fração de tempo apenas, ficando a aplicação ociosa durante o período em que não estiver sendo utilizada.


Para exemplificar isto, podemos citar o caso de algumas universidades que necessitam de supercomputadores para executarem cálculos muito complexos ou empresas que trabalham com produções de animações gráficas em que são necessários equipamentos com alta capacidade de processamento para renderizar as suas criações.


Os investimentos são pesados e a necessidade de se acompanhar o avanço tecnológico requer mais investimentos, gerando um processo continuo de atualizações tanto de softwares quanto de hardwares; desafios que nem todos podem suportar.


Agora imagine quando uma universidade ou uma empresa “aluga” um espaço em um servidor de terceiro e só pague pelo tempo de utilização na execução de uma tarefa ou ainda pague por um “pacote de serviços” plenamente ajustado à sua capacidade de armazenamento, ou seja, só pague pela quantidade de dados efetivamente armazenada.


A questão é muito simples:


Se o objetivo principal de uma empresa não é a gestão de TI (tecnologia de Informática), porque manter uma estrutura tão dispendiosa para gerenciar as suas informações, se elas poderiam estar alojadas em um servidor alugado que se responsabilizará pela manutenção, armazenamento, pelo desenvolvimento e atualização dos aplicativos, pela atualização dos hardwares e pelos backups (cópias de segurança)?


Quando houver necessidade de utilização de mais espaço, é só solicitar e o mesmo será fornecido de uma maneira bastante ágil.


Embora os Data Centers que ofereçam estes serviços tenham uma localização física, o usuário não precisa necessariamente saber se eles estão no Brasil, nos EUA ou no Japão, ele só precisa realmente acessar e utilizar, mais nada.


Você se preocupa sobre onde estão armazenados fisicamente os seus dados de e-mail no Gmail, Yahoo e outros?


Claro que não!


Você simplesmente acessa e usa.


É por isso que a pergunta feita pelo Sr. Cesar Taurion faz tanto sentido.


Segurança


Esta é uma questão muito debatida entre os especialistas em Cloud Computing.


Algumas pessoas pensam que a Computação em Nuvem não oferece segurança em termos de privacidade e temem também que os seus dados possam ser destruídos e nunca mais recuperados em caso de uma pane no servidor.


Mas a coisa não é bem assim.

É certo que o usuário não deixará de fazer as devidas atualizações no seu antivírus e nem é recomendável que as empresas transfiram para a Nuvem as suas informações transacionais ou os seus dados mais secretos, como o seu sistema de gestão empresarial.


Estas informações deverão ficar dentro da empresa para uma maior segurança.


Porém, o custo para armazenar este tipo de informação nem se compara ao custo de armazenar TODAS as informações.


Além disso, os Data Centers trabalham com um conceito que chamamos de redundância.


Eles mantém um sistema de segurança bastante rígido no que diz respeito aos backups e ao monitoramento dos logs.


Isto quer dizer que eles não armazenam, por exemplo, os dados dos e-mails enviados e recebidos, mas armazenam os logs de todas as comunicações, os quais podem ser rastreados facilmente, dificultando muito a ação dos Hackers.


Algumas empresas provedoras de Cloud, como a Alog, possuem duas unidades físicas distintas em cidades diferentes para garantir a segurança dos seus dados.


Segundo o Sr. Antônio Pina – diretor de tecnologia da Alog, em entrevista ao mesmo programa citado acima, qualquer uma das duas unidades se encarrega de dar continuidade ao serviço no caso de pane em uma delas.


“Segundo este mesmo diretor, todas as empresas que são provedoras de Cloud oferecem algum tipo de serviço de Backup.


Mas este serviço é mais um produto em cima do serviço de Cloud.


Alguns provedores de Cloud oferecem o serviço de backup gratuitamente, outros não oferecem este serviço e alguns até cobram por ele”.


“Não é suficiente que a sua aplicação esteja na Cloud para que ela tenha um Backup.”


Portanto na hora de contratar um serviço de Cloud, é necessário pesquisar detalhadamente sobe este pormenor para evitar surpresas desagradáveis.


Computação No Céu


Muitos Data Centers já oferecem serviços de Cloud Computing.


Segundo o Prof. Daniel Menache, um brasileiro que é professor e pesquisador na área de informática da universidade George Mason nos EUA, no futuro, teremos provavelmente uma empresa que utilizará recursos de mais de um provedor de nuvem.


Assim, será necessária uma “interoperabilidade” entre estes serviços de nuvens, ou seja, uma integração entre estas nuvens.


A previsão desta situação está contribuindo para gerar um termo mais abrangente que está sendo batizado de Computação no Céu.


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